Que tipo de aquecimento global é esse em que os invernos continuam frios? Onde está o calor, se, apenas neste início de 2006, a Espanha foi atingida pela primeira nevasca em 52 anos; a neve chegou até a ensolarada Sicília; o frio extremo impediu o funcionamento de gasodutos na Rússia; a neve alcançou a Califórnia, nos Estados Unidos, e o topo do vulcão Mauna Kea, no Havaí; e nevascas recordes fecharam os movimentados e bem aparelhados aeroportos de New York e Washington DC, nos EUA, e de Narita, no Japão?
Pois é assim que nossa percepção ‘meteorológica’ nos confunde. O aquecimento global é cheio de contradições e difícil de entender, sobretudo para quem pensa no fenômeno como ausência de frio. Não é, pois o clima não funciona de forma linear. Isso quer dizer que, em determinados períodos, e em algumas regiões, o aquecimento global significa mais frio e, sobretudo, mais neve. E tudo porque, quando nos referimos ao aquecimento global, estamos falando do aumento da temperatura média da atmosfera terrestre. Essa temperatura é a média de todas as mínimas e todas as máximas registradas no mundo inteiro. E uma média não mostra como as mínimas estão mais baixas e as máximas, mais altas.
No último século, a temperatura atmosférica média subiu 0,80 Celsius em relação ao século anterior. O quê? Tanto barulho por menos de um grau? Não parece muito, mesmo. Mas é suficiente para gerar desastres recordes. E nos dar uma idéia das catástrofes ambientais por vir, quando essa média subir mais 2 ou 3 graus, no próximo século. A primeira preocupação que se torna evidente com a trágica amostra de mudanças climáticas já em curso é com a segurança alimentar. Não só a da humanidade, também a dos ecossistemas. Um grande número de espécies de plantas, incluindo as cultivadas como alimento, dependem do clima para crescer e produzir. Da estabilidade do clima ao qual estão adaptadas, bem entendido. Chuva boa para a maioria delas é a que cai de leve, infiltra no solo e se torna disponível para as raízes, no momento certo, na dose certa.
Temporais desfolham árvores, derrubam flores e frutos, formam enxurradas, escoam pela superfície do solo, tornam a água indisponível para as raízes. Muitas espécies também dependem de uma certa quantidade de horas de frio para florescer, ou germinar. Outras dependem do vento no período certo, na intensidade certa, para serem polinizadas, caso do pinhão brasileiro.Mudar os padrões de clima significa, no mínimo, obrigar tais espécies vegetais a resistir. E, ocupadas com a sobrevivência, elas não florescem nem frutificam. Para algumas árvores, cujo ‘currículo’ é de milhões de anos de evolução, a adaptação às mudanças não é impossível. Elas já sobreviveram a eras de gelo e interglaciações, embora tais mudanças naturais tenham levado mais tempo para acontecer. Talvez tenham capacidade de se adaptar ao ritmo acelerado que as atividades humanas impõem às mudanças climáticas atuais...
A questão é: o que vão comer os animais enquanto as plantas resistem e se adaptam aos novos padrões de clima sem produzir frutos?
Outro problema é a atual limitação do deslocamento da vegetação. Nas glaciações e interglaciações dos últimos milhões de anos não havia cidades, estradas, lavouras, não havia atividade humana por toda parte. Assim, por exemplo, quando as temperaturas começaram a subir, no fim da última glaciação, há 10 mil anos, árvores adaptadas ao frio, como os pinheiros, puderam ‘migrar’ para o alto das montanhas ou para latitudes mais altas, na direção dos pólos. E como ‘migra’ uma árvore, sem patas nem asas para se deslocar? Migra ao longo de gerações e gerações, lançando sementes adiante, em terrenos mais e mais frios, até encontrar uma área de clima estável, nas condições ideais para sua espécie. Esse lento ‘caminhar’ hoje encontra sérios obstáculos, pois no terreno vizinho a parques e reservas onde confinamos a vegetação natural, há rodovias, campos agrícolas e zonas urbanas, onde as sementes ‘migradoras’, se lançadas, não germinam. Ou, se germinarem, são ‘atropeladas’ pelo ‘progresso’.
De acordo com a União para a Conservação Mundial (IUCN), responsável pela elaboração da lista internacional de espécies ameaçadas, a perda de hábitat é a principal causa de extinções.
E a perda de hábitat tende a se multiplicar com as mudanças climáticas, por conta dessa dificuldade ‘migratória’ da vegetação.
Nos oceanos — outra fonte de alimento importante para homens e animais — a bagunça promovida pelas mudanças climáticas é ainda maior. A temperatura média da superfície dos oceanos também subiu, algo em torno de 0,50 Celsius desde 1970. A previsão é de um aumento 3 a 4 vezes maior no próximo século. Quer dizer, algo entre 1,50 e 20 Celsius.Segundo um estudo divulgado por Nick Graham, da Universidade de New Castle, do Reino Unido, em maio último, o meio grau bastou para provocar graves danos nos recifes de corais, em alguns casos irreversíveis. A equipe de cientistas britânicos, australianos e seychelianos, liderada por Graham, avaliou 21 pontos diferentes dos recifes de corais das Ilhas Seychelles, no Oceano Índico, num total de 50 mil metros quadrados e por um período de 10 anos (1994 a 2005). Concluíram que a elevação da temperatura da água causou a morte de muitos corais e compromete a recuperação dos recifes.
Os corais de todo o mundo, somados, cobrem aproximadamente 284 mil km2. São cerca de 700 espécies diferentes de corais, formadoras de recifes, em torno das quais vivem 25% dos seres marinhos. Só de peixes, são pelo menos 4 mil espécies. Ao risco imposto aos corais pelo aumento de temperatura da água, soma-se o problema da acidificação. Os oceanos absorvem dióxido de carbono da atmosfera — o principal gás causador do aquecimento global. Este é, na verdade, o maior sumidouro de carbono da Terra. Conforme James Orr, da Royal Society, do Reino Unido, nos últimos dois séculos os oceanos absorveram metade de todo o dióxido de carbono emitido pela queima de combustíveis fósseis e pela produção de cimento.
É uma boa notícia, considerando a necessidade e urgência de ‘seqüestrar’ o carbono por nós liberado na atmosfera. Mas o excesso de dióxido de carbono torna a água do mar mais ácida. E os efeitos da acidificação já começaram a aparecer nos pólos: na Antártica e no Ártico, o carbonato de cálcio está escasseando. Quer dizer, todos os seres com conchas ou carapaças tendem a ter dificuldades com a falta de material básico para construir suas ‘casas’ ou exoesqueletos. Lá também se prenunciam, portanto, fortes desequilíbrios na cadeia alimentar e sérias perdas de biodiversidade. E quando a acidificação alcançar os corais, concentrados nas zonas tropicais, o efeito será devastador.
Tem mais. Diversos estudos mostram que, a exemplo das temperaturas, a relação entre as mudanças climáticas e suas conseqüências também não é linear. Continuar a liberar carbono na atmosfera significa acelerar o aquecimento global. E, como num carro, acelerar demais as mudanças climáticas pode levar a um “capotamento”. Aceleramos as emissões de carbono desde a chamada Revolução Industrial, em meados do Século 19. A concentração de carbono na atmosfera era então de 278 partes por milhão (ppm). Hoje é de 380 ppm e aumenta 2 ppm por ano. Se chegar a 400 ppm, a temperatura média da atmosfera deve subir até 20 C neste século. Se for além disso, nossos modelos de previsão entram em pane, os impactos das mudanças climáticas se multiplicam de maneira dramática e podem ocorrer diversos colapsos, segundo alertam os cerca de 500 cientistas que assinam o terceiro relatório do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC).
Trocando em miúdos, podemos transformar em tendência o que até agora vemos como exceção, como os desastres observados nos cinco anos recordistas em altas temperaturas de toda a história meteorológica: 2005, 1998, 2002, 2003 e 2004, em ordem decrescente. Ou seja, não teremos apenas mais ondas de calor ou nevascas mais abundantes, teremos chuvas mais torrenciais, furacões mais violentos, secas mais drásticas. E, atrás deles, avalanches, deslizamentos de terras, enchentes, incêndios florestais. A seqüência de furacões violentos no Caribe e na costa sudeste dos Estados Unidos, ocorrida no segundo semestre de 2005, é um indício dessa tendência. O registro do único furacão nas costas do Brasil, em março de 2004, é outro. E olhe que o Catarina, apesar de todos os estragos computados no sul do País, foi ‘apenas’ um furacão categoria 1, enquanto na série de 22 tempestades tropicais e 12 furacões sobre os Estados Unidos e o Caribe, no ano passado, houve pelo menos três na categoria 5. É o caso do furacão Katrina, do qual os estados de Louisiana e Mississipi ainda não se recuperaram. Só os prejuízos materiais diretos foram estimados em US$ 100 bilhões.
O Katrina foi considerado o pior furacão a atingir os Estados Unidos em 77 anos. Ah, quer dizer que houve equivalentes? Houve, mas não acompanhados de tantos outros na mesma temporada. É nessa tecla que batem os climatologistas: as atuais mudanças climáticas adicionam freqüência e intensidade aos fenômenos meteorológicos conhecidos. “Os furacões são, de fato, um resultado direto das mudanças climáticas e não mais algo que veremos no futuro, estão acontecendo agora”, reitera o climatologista Greg Holland do Centro Nacional de Pesquisas Atmosféricas (NCAR), sediado em Boulder, no Colorado (EUA).
É preciso se preparar, portanto, para os desastres que se anunciam e prometem se repetir com freqüência e intensidade crescentes. As mudanças climáticas cobrarão milhares de vidas através de desastres ‘naturais’ e comprometerão a capacidade de recuperação de uma imensa parcela da população e de toda a vida silvestre. O exemplo da elevação do nível dos oceanos talvez seja suficientemente claro. Embora esse seja o efeito do aquecimento global mais divulgado, a discussão, na mídia, costuma ficar em torno de suas causas, ou seja, se a elevação é provocada pelo derretimento de geleiras e do gelo polar ou se a elevação se deve à expansão da água que, quando aquecida, se torna mais volumosa. Muito pouco se trata de suas conseqüências, conforme alerta Sir David King, assessor do primeiro ministro britânico Tony Blair para assuntos relacionados a mudanças climáticas: “Barragens de hidrelétricas, comportas de controle de enchentes, sistemas de esgotos, drenagens e canais de irrigação feitos no passado não foram construídos para a freqüência e intensidade dos eventos atuais, e nem para a elevação do nível do mar”.
Imaginar o que acontecerá a cada cidade litorânea quando o esgoto começar a refluir, empurrado pelas águas do mar, é o mínimo que se pode esperar das concessionárias e companhias governamentais encarregadas de garantir tais serviços. Porém essa é uma preocupação que o Brasil destina a “um futuro longínquo” ao invés de servir de base para se traçarem planos e executarem projetos visando minimizar a pane geral desses sistemas.Em Londres, já existe uma seqüência de barragens na foz do rio Tâmisa, que evita que o esgoto volte para a cidade, conforme explica Sir David King, em entrevista à Terra da Gente: “o sistema foi construído para entrar em funcionamento na ocorrência eventual de grandes ressacas, ou seja, uma vez a cada sete anos, em média. Mas, com as mudanças climáticas e a elevação do nível do mar, hoje já funciona pelo menos três vezes por ano. E a freqüência tende a aumentar, razão pela qual estamos construindo um sistema de reforço”.
De fato, pesquisadores do NCAR, nos Estados Unidos, constatam que o nível dos oceanos já subiu 3 centímetros nos últimos 10 anos. De novo, parece pouco, já que a previsão para um século é de uma elevação de 58 centímetros. Mas teve efeito sobre o sistema de esgotos de Londres e, com certeza, também afetou numerosas cidades litorâneas do resto do mundo, tenham elas — como os britânicos — ou não, meios de medir os problemas crescentes. Em muitos países rotineiramente atingidos por ventos, chuvas e enchentes violentos — e nem todos são países ricos — existem abrigos individuais ou comunitários para salvar vidas enquanto imóveis e automóveis são arrastados e destroços voam pelos ares. A população é treinada para reconhecer os sinais de perigo e se abrigar. Há esquemas de alerta, rotas de fuga e de evacuação.
No Brasil, empilhamos os móveis dentro de casa e esperamos a água chegar à cintura ou o vento arrancar a porta para então sair atrás de socorro, via de regra, de forma caótica e improvisada. O mito de país livre de desastres naturais e ‘abençoado por natureza’ mantém a precaução contra extremos climáticos fora dos programas governamentais e até mesmo das listas de promessas eleitorais. E se não há planos de precaução para as pessoas, que dirá para os ecossistemas!
A rápida vazante registrada na bacia amazônica, em outubro do ano passado, mostrou que a população pode morrer de sede às margens do rio por onde circulam 20% da água doce do planeta! Não temos estudos contabilizando os danos da mesma seca na floresta, mas podemos deduzir que os animais também podem morrer de sede ao lado do rio-mar. Uma seca pronunciada na floresta ‘acostumada’ a ser úmida significa ainda aumento do risco de fogo, ao mesmo tempo causa e efeito das mudanças climáticas, pois as queimadas colocam o Brasil ao lado dos maiores emissores mundiais de gases de carbono.Diante de tantos sinais, não há como alimentar a ilusão de que escaparemos aos efeitos do aquecimento global simplesmente porque damos as costas ao assunto. A questão é séria demais para deixar as soluções nas mãos das autoridades mundiais. Só a combinação de informação, consciência e precaução de cada e todo cidadão pode fazer a diferença entre a vida e a morte na hora de enfrentar as mudanças climáticas. Não apenas a nossa vida e morte, mas a de milhões de espécies com quem compartilhamos a Terra.
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Conservar energia é reduzir emissões
Conservar energia é reduzir emissões
Eficiência energética é a principal medida de redução de emissões, ao alcance de qualquer cidadão. A palavra de ordem é aproveitar ao máximo cada quilowatt de energia produzido. Milhões de pequenas opções e ações individuais, no conjunto, tornam-se grandesDesperdício é uma palavra que precisa sumir do dicionário popular. Ninguém precisa voltar à Idade da Pedra ou ficar no escuro. Mas se todos eliminarem o desperdício daremos um passo gigantesco na luta pela redução de emissões desnecessárias. Encontre sugestões para redução de desperdícios no site do Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel) (WWW.eletrobras.gov.br/pro-cel/main.asp)
Ao comprar eletrodomésticos, escolha aqueles que têm bom desempenho com menor consumo de energia. Veja outras dicas no site do Centro Brasileiro de Infra Estrutura (CBIE) (www.cbie.com.br/energia/dicas.asp)
Adote fontes renováveis de energia no seu dia a dia. Use aquecimento solar para esquentar a água do banho, por exemplo. No Brasil, o chuveiro elétrico ainda consome a maior parcela da energia das residências
Use iluminação e ventilação naturais: abra janelas, instale clarabóias, invente saídas de ar quente. Substitua o ventilador e o ar condicionado. Conheça soluções criativas na rede brasileira de permacultura (www.permacultura. org.br)
Saiba quanto você emite individualmente e invista na redução ou na compensação de suas próprias emissões. A Ford Motor Company lançou, nos Estados Unidos, um programa que merece tradução para o português, o Greener Miles. Através do site www.terrapass. com/ford o proprietário do veículo calcula suas emissões anuais e planeja sua contribuição individual para a conservação do planetaOpte por produtos que demandam menos energia em seus processos de fabricação ou sejam recicláveis. Informe-se sobre o significado de selos verdes e certificados de garantia que começam a aparecer no mercado brasileiro. Encontre dicas de consumo consciente no site do Instituto Akatu (www.akatu.org.br)
Plante árvores: o crescimento dos troncos fixa carbono, ajudando a compensar emissões, e o recobrimento do solo nu reduz impactos de chuvas fortes, enxurradas, deslizamentos e erosão. Se você não tem nenhuma área onde plantar uma árvore, contribua com as campanhas de ONGs, como a SOS Mata Atlântica, que só pede seu click na Internet para fazer o plantio, no site Clickarvore (www.clickarvore.com.br)
Extremos climáticos pedem preparo da população e dos governos para preservar vidas e patrimônios, incluindo os naturais. Esteja atento aos avisos de tempestades e exija a melhoria dos sistemas de previsão e alerta
Se você é produtor rural, trabalhe com variedades mais resistentes à seca, à salinidade e a temperaturas mais altas. A evaporação aumenta com as temperaturas mais altas e a disponibilidade de água diminui. Buscar sistemas de cultivo cada vez menos dependentes da ‘chuva que Deus manda’ é uma boa providência.
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‘Gatilhos’ e colapsos
Ao lado da elevação do nível dos oceanos, o derretimento de geleiras e do gelo polar é uma das faces mais comentadas das mudanças climáticas. As medidas feitas com auxílio de imagens de satélite coincidem com a observação direta e não há dúvidas: o gelo está encolhendo. E uma das conseqüências mais claras desse derretimento é a alteração da salinidade do mar. Mas o que vem a seguir não conta com a mesma unanimidade dos cientistas. Para alguns, como Harry Bryden, do Centro Nacional de Oceanografia de Southampton, no Reino Unido, isso seria o ‘gatilho’ de mudanças muito maiores, e até bruscas, pois a alteração da salinidade afetaria a circulação oceânica, que regula as temperaturas mundiais. No Atlântico Norte, segundo ele, a circulação de águas quentes do Equador para a Europa já diminuiu sua velocidade em 30%, em grandes profundidades. Se a tendência se mantém, e o ‘gatilho’ é acionado, a Europa ficará consideravelmente mais fria, e não mais quente como é a tendência atual.
Outra discussão é a possibilidade de colapso das geleiras. Essas imensas massas de gelo são rios congelados e estão em lento movimento. Os pedaços que se desprendem e caem no mar, formando icebergs, mostram tal movimento. Avaliações de imagens de satélite, feitas na agência espacial norteamericana (Nasa), mostram que 87% das 244 principais geleiras da Antártica já diminuíram. Mas pode ser pior. Na opinião de diversos glaciologistas, o contínuo aumento de temperaturas — do mar e da atmosfera — poderia acelerar o derretimento e tornar fluidos os rios congelados, com o conseqüente colapso de toda geleira. E o aumento repentino do nível dos oceanos.Outra possibilidade — realmente catastrófica — é o colapso da chamada Pequena Antártica, conforme explica o glaciologista brasileiro Jefferson Simões da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). A Pequena Antártica abrange cerca de um terço do continente antártico e é constituída basicamente de gelo — um monumental bloco de gelo — sobre picos de montanhas submersas no mar. Se ]as temperaturas subirem demais, um colapso de todo o bloco de gelo continental elevaria repentinamente o nível dos oceanos, a ponto de lavar do mapa todas as cidades litorâneas do mundo. “O gelo ártico já está dentro do mar, porque não há continente. Seuderretimento traz problemas, mas não como o gelo antártico. Esse está sobre o continente e, se derrete, os impactos são muito maiores”, observa Simões.
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