Estado aplica multa de quase R$ 1 milhão por desmatamento

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A Secretaria de Estado do Meio Ambiente interditou ontem, a obra que estava sendo realizada por Carmem Lúcia de Andrade, filha do bicheiro Castor de Andrade, morto há 14 anos, na mansão da família, localizada na Enseada do Saco do Céu, em Ilha Grande.
A ação foi coordenada pela Coordenadoria Integrada de Combate aos Crimes Ambientais (Cicca), pela Secretaria de Estado do Ambiente, com o apoio de fiscais do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), do Batalhão de Polícia Florestal e da Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA).
De acordo com o chefe da Cicca, José Maurício Padrone, para realizar a obra, foi necessário desmatar cinco hectares de Mata Atlântica além de aterrar mangue, o que se enquadra em crime ambiental. Para não levantar suspeita, os pedreiros atuavam na obra durante a madrugada. Mas, na noite de terça-feira, eles fizeram queimadas no local, o que chamou a atenção dos fiscais que atuam no Parque Estadual de Ilha Grande. Levantamento feito pela polícia revela que a intenção de Carmem Lucia Andrade era construir ali um hotel ou até mesmo um cassino.
Assim que receberam a denúncia de um possível incêndio criminoso na Área de Proteção Ambiental (APA) Tamoios, onde está inserida a Enseada Saco do Céu, equipes foram mobilizadas para ir ao local na terça-feira à noite, por embarcações e helicóptero da Polícia Civil.  "Constatamos que, só terça-feira, foi desmatada um hectare de vegetação", afirmou Padrone, lembrando que não é a primeira vez que a filha de Castor de Andrade é multada e processada por desmatamento e construção irregular. No ano passado, ela recebeu multa pelo mesmo motivo.
Carmem Lúcia vai responder por crime ambiental em inquérito instaurado pelo delegado da DPMA e por ser reincidente, vai receber multa que pode chegar a R$ 1 milhão por transgressão à Lei 3467/2000 em vários crimes ambientais, dentre eles, suprimir vegetação de Mata Atlântica e de mangue; fazer movimentação de terra; cortar morro e aterrar o mangue com o material; por ter cometido a infração à noite; e por reincidência de delitos de natureza ambiental.
Segundo o Secretário Estadual do Ambiente, Carlos Minc, várias blitzes estão sendo realizadas para coibir essa prática na região da Costa Verde, onde cerca de 30 construções irregulares já foram demolidas. A mansão do bicheiro Castor de Andrade foi construída na Enseada do Saco do Céu anterior à criação da APA Tamoio, em 1994, no entanto, o Estado pode efetuar o embargo administrativo ambiental, mas a demolição vai depender de ação judicial. Entretanto, a Secretaria de Estado do Ambiente pode realizar a demolição de habitações em construção nas áreas protegidas.

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