Denúncia sobre cães 'falsos' será levada ao Ministério do Meio Ambiente

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O deputado federal Bruno Covas (PSDB) vai protocolar na Câmara requerimento direcionado ao Ministério do Meio Ambiente, solicitando informações sobre denúncias de que em Sorocaba cães sem raça-definida (SRD) estariam sendo vendidos pela internet como sendo de raça, e que para tal feito sofreriam mutilações. O caso, que tem uma moradora da zona norte como acusada de estelionato, vem sendo apurado pelo 7º Distrito Policial, que acumula a Delegacia de Proteção Animal.
  
De acordo com o requerimento, o parlamentar quer saber se existem outros registros de ocorrências dessa natureza nos órgãos federais que compõe o Ministério, se há alguma regulamentação ambiental para comercialização de cães e gatos por meio da rede mundial de computadores, e quais as providências a serem tomadas pelos órgãos ambientais para coibir tais práticas. 

 Segundo o deputado, o requerimento foi motivado pelo fato de que a crueldade noticiada (se refere às possíveis mutilações a que os animais seriam submetidos para ficarem semelhantes aos de raça) pode ocorrer em outras localidades da federação, e que "o sentimento de indignação e repulsa ao lermos notícias dessa espécie, nos obriga a agir da maneira que nos compete", afirmou. 
O delegado Carlos Lourenço Pereira de Souza, titular do 2º Distrito (que é agrupado ao 7º DP), informou nesta quinta-feira (4) que algumas vítimas já foram ouvidas e disseram realmente terem comprado, da mesma pessoa, cães vira-lata como se fossem de raça. Devido à repercussão que o assunto tem dado, a acusada prestou depoimento terça-feira, e negou as denúncias, afirmando já ter comercializado cães de raça há muitos anos, mas que eram seus, e que o perfil no facebook não lhe pertence, sendo falso.

  
A denúncia foi apresentada por uma ONG protetora de animais da cidade, depois da constatação de que muitos animais chegavam com o mesmo histórico: doentes e todos tendo sido comprados como sendo de raça. Dos seis animais que chegaram à clinica nos últimos dois meses, dois deles morreram. A acusada conversou com a reportagem por telefone e disse que não irá se prounciar no momento. 

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