Faça a sua parte: Chiara Gadaleta divulga a importância da moda sustentável

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Além de manter um site de dicas de consumo sustentável, a consultora de moda montou um Instituto com produtos que não agridem o meio ambiente e roda o Brasil dando palestras e oficinas
POR MELISSA SALLES; FOTOS DIVULGAÇÃO E ARQUIVO PESSOAL
Arquivo Pessoal
Chiara ao lado de membros da Adid' Associação, no qual é voluntária, após desfile em que foi mestre de cerimônia 

Divulgação
De modelo, estilista, styling e empresária, Chiara Gadaletadecidiu há quatro anos ajudar a transformar a moda em um negócio sustentável. A idéia surgiu depois de perceber que não poderia mais sustentar sua então marca de roupas, Tarântula, da maneira que gostaria.
“Quando estava no auge das vendas fui orientada a aumentar minha produção. Fui aconselhada a parar de produzir no Brasil e levar isso para a China, pois enquanto aqui eu produziria uma peça lá seriam vinte pelo mesmo preço. Então já que não posso gerar renda para as pessoas que me ajudam eu resolvi desativar a marca”, conta.

A partir daí Chiara começou a pesquisar muito sobre a conexão entre moda e meio ambiente. E depois de muito estudo e leitura, ela descobriu que a moda poderia colaborar com a sustentabilidade de diversas formas: melhor aproveitamento da matéria prima, redução de lixo, reciclagem, materiais orgânicos, uso de peças vintage, entre outras coisas.

Foi quando Chiara criou o instituto “Ser sustentável com estilo” (#SSE), como uma forma de levantar a bandeira desse novo panorama. “Esta é a nova era da moda, com pessoas que se preocupam com o meio ambiente, mas com muita criatividade”, disse. Desde 2009 ela também mantém um site onde reúne diversas informações relacionadas a moda e meio ambiente. “É um ponto de encontro. Há uma fila de pessoas querendo colaborar com o site”, afirma.
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Bijuteria feita apartir de resíduos têxteis, restos de baner e carpetes de montagem de eventos
Lá o internauta encontra dicas de como consumir com consciência e descobre marcas que não agridem o planeta durante sua produção. No Instituto, ela reúne diversos participantes da cadeia produtiva da moda e os ajuda na inserção do mundo fashion. “Ele surgiu no começo do ano para organizar as coisas. O Instituto une atualmente todos aqueles que têm uma característica legítima de ser sustentável na moda”, conta.

Chiara também roda o Brasil prestando consultorias e fazendo palestras sobre o tema. “Acabo de voltar de Jericoacara, no Ceará, onde passei um dia com rendeiras locais. Enquanto eu as ajudava elas me ensinavam muito sobre a vida. Foi uma troca. No fim fizemos uma exposição com o que produzimos”, revela. Sua próxima oficina será em Novo Hamburgo, no Rio Grande do Sul. “Lá é um dos maiores pólos da indústria de calçados. Faremos um concurso com universitários usando apenas o lixo produzido por essas fábricas e também montaremos uma mini coleção”, diz.
Chiara aproveitou o bate-papo para dar dicas de como ser um consumidor de moda mais consciente e assim ajudar o planeta. “Sempre falo: antes de consumir é preciso primeiro pensar, questionar. Olhe duas vezes a roupa e descubra aonde ela é feita, como ela é feita, quais são os materiais usados na produção. Preste atenção na etiqueta e pense nos grandes vilões da superprodução, China e Inda. Pense que não é apenas um pedaço de pano que você está jogando em seu corpo. Além disso, pesquise, se informe e torne-se um consumidor ativo. Vamos valorizar os trabalhos manuais, a qualidade. Às vezes pagamos mais caro mas dura mais tempo. Tudo que é muito barato vai rápido para o lixo”, diz.

Ela também ressalta que reutilizar a roupa é uma forma de não agredir o meio ambiente. “Além disso, existe a customização e a valorização do uso de peças vintage, que podem ser achadas em brechó. Pense realmente se você precisa daquela roupa antes de comprar. Este é uma outra forma se relacionar com a moda, com seu estilo, com você. Seja mais ativo”, completa.
Desfile com estilistas participantes do Instituto "Ser sustentável com estilo", no Rio de Janeiro

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