Faça a sua parte: Tânia Alves cultiva horta orgânica para abastecer seu spa

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Produtos livres de agrotóxicos e formas alternativas de aquisição de energia são algumas soluções ecológicas adotadas pela atriz
POR RAFAEL MOLICA; FOTOS DIVULGAÇÃO
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Tânia Alves aposta em soluções ecológicas e sustentáveis para investir em seu negócio. A atriz, que viveu a personagem “Pérola” em “Araguaia”, mostrou à QUEM o lado empresária e contou sobre seus cuidados com o meio ambiente em seu empreendimento, o Spa Maria Bonita.
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Localizado em Nova Friburgo, no Rio de Janeiro, o local foi criado de forma que garantisse aos frequentadores bem estar e uma alimentação saudável. Desde o momento que adquiriam a propriedade, Tânia e o sócio, Tadeu Viscardi, planejaram desenvolver uma horta orgânica, sem agrotóxicos. “Ele e eu sempre fomos ligados à saúde e ecologia pessoal – que é a ideia de você ter uma comida que te dê prazer agora sem começar a poluir o seu sistema, seu corpo. Comecei por aí”, disse.

Para que o projeto desse certo, o grupo acreditou na capacitação de agricultores locais logo no início do spa, há 20 anos, quando a propriedade ainda possuia uma horta com intervenção química.
“Foi difícil convencer as pessoas, os agricultores. Eles não queriam aprender, não sabiam as novidades e tinham medo do desconhecido. Trabalhamos muitos anos, acionamos a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) e conversamos com agrônomos. Eles falaram com essas pessoas para esclarecer, conscientizar. Hoje, eles são profissionais que sabem mais do que todos das redondezas. Viram que é possível e conseguiram.”

Os agricultores aprenderam como fazer o plantio sem o uso de agrotóxicos. “Hoje, conseguimos plantar nossas coisas, que são deliciosas e não tem deformidades vindas dos agrotóxicos. Na lavoura, você vê os sacos com caveiras. É um veneno. Não vai te matar na hora, mas o efeito acumulativo não se menciona.”

Quando a agenda de atriz, cantora e empresária permite, ela acompanha desde o processo de semeio à colheita dos alimentos. “Eu gosto de ficar perto dos agricultores e plantei muitas coisas. Desenhei a horta orgânica e os campos”, contou. O spa Maria Bonita produz um cardápio variado que inclui frutas e hortaliças como couve, brócolis, repolho, cenoura, alface de vários tipos, agrião rúcula, abóbora, abobrinha e beterraba. Ervas também ganharam espaço já que se pode encontrar as medicinais camomila, novalgina, funcho, babosa, boldo e carqueja; e aromáticas como manjericão a alecrim. “Com minhas mãos, plantei cravo, canela, louro e urucum”, listou, animada.

A horta orgânica supre 70% da demanda do spa e ainda exporta o excedente para supermercados locais. O restante, variedades que ainda não são produzidas no local, é adquirido por meio de compra. Para Tânia, o meio ambiente agradece este processo de cultivo. “Você não danifica a terra. Respeita rituais que a monocultura, com agrotóxicos para render mais e lucrar, não respeita, que é a variação do que é plantado para criar a diversidade do solo. A soja é cheia de agrotóxicos, o que faz render mais e só tem esse tipo de alimento. O uso de veneno envenena a terra e a rede hídrica da região – rios e lençóis freáticos.”
Destino do lixo 

Tânia e o sócio estenderam a preocupação com a natureza ao que é descartado pelo spa. As sobras de alimentos são levadas a um minhocário e um galinheiro. “Criamos o minhocário para ajudar a alimentar as galinhas e um galinheiro para a produção de esterco. E o minhocário fabrica o humus para a plantação. Também temos o processo de compostagem (que transforma o lixo orgânico em terra rica em nutrientes).”
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Energia verde

Tânia e o sócio têm estudado formas de diminuir constantemente o consumo de energia elétrica vinda de hidrelétricas. Para tanto, eles recorrem a formas alternativas de aquisição de energia, que já suprem 35% das necessidades do spa. “As três rodas d’água substituem a bomba elétrica e hidráulica e a solar é usada para o aquecimento da água da piscina. Também usamos energia eólica”, contou ela.
Hábitos ecológicos em casa 

A preocupação com o meio ambiente se estende para além do spa e chega ao cotidiano doméstico de Tânia, que vê no uso inteligente dos recursos uma forma de preservação. “Economizo e não desperdiço luz, sem contar que procuro usar lâmpadas econômicas. A coisa do não desperdício está ligada à sustentabilidade. No banho, desligo para me ensaboar, depois abro a torneira”, exemplificou.

A maneira como o lixo é descartado também é visto de forma cuidadosa. “Moro no Recreio, na praia da Reserva. Os prédios já têm separação de lixo e separamos. Acabei de comprar um triturador – que diminui a quantidade de lixo - para os meus orgânicos”, contou ela, que detesta observar o despejo de lixo em locais indevidos. “Vejo como ofensa pessoal quando eu flagro a pessoa jogar algo do carro no meio da rua.”
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