Estudantes plantam 1.500 mudas de árvores

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370 alunos de duas escolas públicas de ensino participaram ontem da 1ª edição do Megaplantio Escolar de 2013


O ato de plantar árvores e recuperar áreas verde é, de acordo com o estudante Eduardo da Paz, de 11 anos, indispensável para a sobrevivência de plantas e flores, animais e, até mesmo, do ser humano. "Fico feliz por ajudar a natureza maltratada e por plantar mais árvores na cidade", conta. Eduardo fez parte dos mais de 370 alunos de duas escolas da rede pública de ensino que participaram da primeira edição do Megaplantio Escolar de 2013, realizada ontem, na zona oeste da cidade, após ter sido adiada por consequência das fortes chuvas da semana passada.

No total, cerca de 1.500 mudas de 80 espécies diferentes de árvores nativas e frutíferas ganharam um novo lar em áreas públicas na Alameda das Acácias, no Jardim Simus, e na rua Encarnação Garcia Sanches, no Parque Esmeralda. A ação ambiental envolveu 270 alunos, matriculados entre o 2º e o 5º ano do Ensino Fundamental da Escola Municipal Benedicto José Nunes, além de 100 estudantes das 6ª séries A, B e C da Escola Estadual Ana Cecília Martins.

Os locais que receberam o plantio foram selecionados, segundo o chefe de divisão de Educação Ambiental da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Sema), Rafael Ramos Castellari, de 29 anos, de acordo com suas proximidades em relação às escolas e mananciais. "São consideradas áreas de preservação permanente e, como ficam próximas às escolas, os alunos poderão estar sempre acompanhando a evolução das árvores e denunciando casos de vandalismo contra elas", lembra.

A área escolhida no Parque Esmeralda, inclusive, sempre foi alvo de lutas constantes por parte de funcionários da escola estadual, que defendiam a sua preservação. E, como o espaço localizado no Jardim Simus é, segundo a secretária do Meio Ambiente, Jussara de Lima Carvalho, margem de um córrego, as árvores ajudarão a proteger a área. "É uma ação ambiental que fecha as atividades em comemoração ao Dia do Rio Sorocaba e ao Dia Mundial da Água. Por isso, o foco desse plantio foi a recuperação de matas ciliares, que correspondem à vegetação localizada às margens de rios, córregos, lagos e nascentes", explica.

Para participar do Megaplantio, os alunos foram submetidos a um total de oito oficinas, nas quais aprenderam como plantar e cuidar de árvores. Afinal, é importante que, de acordo com Rafael, as crianças e adolescentes sorocabanas estejam cientes de que a natureza também faz parte da cidade. "E, assim, eles podem atuar como agentes nas ações de recuperação do meio ambiente", ressalta. Todas as mudas plantadas nesta ação foram produzidas nos viveiros das Penitenciárias Dr. Danilo Pinheiro, no Mineirão, e Dr. Antônio Souza Netto, em Aparecidinha; além das existentes no Parque Natural Chico Mendes, na Universidade de Sorocaba (Uniso) e no Clube do Nais (Núcleo de Acolhimento Integrado de Sorocaba).

Além dos estudantes, a atividade contou com a participação da secretária da Educação, Dulcina Guimarães Rolim; educadores das duas unidades, funcionários da Secretarias do Meio Ambiente e Educação, da Urbes - Trânsito e Transportes e da Guarda Civil Municipal (GCM), além de alunos do Território Jovem das regiões.

O Megaplantio Escolar tem por objetivo, segundo Jussara, envolver as crianças na preservação do meio ambiente, desenvolvendo a consciência ambiental e trabalhando a questão da cidadania. "A ação está embasada no conceito das Cidades Educadoras para o desenvolvimento sustentável, com o intuito de utilizar praças, parques e outras áreas públicas para sensibilizar as crianças sobre a importância da recomposição da vegetação nas áreas urbanas", conclui a secretária do Meio Ambiente.

Estavam previstas para este ano outras cinco edições do programa mas, devido a um ganho de estrutura, pode ser que o número seja ampliado para oito. O próximo Megaplantio Escolar será realizado por volta do dia 23 do mês que vem, em locais ainda não definidos. É provável, de acordo com Rafael, que aconteçam em áreas próximas aos bairros do Éden e do Cajuru, que nunca receberam a ação.


Conscientização


Além de ajudar a cidade, conta a estudante Adeíse Micaele, de 12 anos, a ação ambiental é favorável para animais de habitat natural, além de eliminar as impurezas do gás oxigênio. "Assim podemos respirar um ar mais puro", completa a colega Vitória Tomáz, da mesma idade. Por essas e outras é que a pequena Dayane Suelen, também com 12 anos, vai acompanhar o crescimento da muda que plantou sempre que for para a escola. "Estamos contribuindo com o meio ambiente e produzindo mais sombras", completa Nicole Oliveira, de 11 anos de idade.

Com a atividade, explica o professor de Geografia da Ana Cecília Martins, Paulo João Chaguri, de 50 anos, os estudantes se conscientizam desde cedo sobre a importância do ecossistema e da manutenção do equilíbrio ecológico. "Outras sociedades já destruíram o que foi plantado, mas que não sirva de exemplo para nós", conclui a professora de História, de 48 anos, Castilha Aires de Alencar. (

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