Cai velocidade da onda de lama de Mariana (MG) para o Espírito Santo

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A CPRM (Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais) identificou nesta sexta-feira (13) uma redução drástica da velocidade da onda de lama que segue para o Espírito Santo depois do rompimento das barragens da Samarco em Mariana (MG) na quinta-feira (5).
Assim, a previsão da chegada da lama ao estado vizinho a Minas Gerais deverá mudar. A última estimativa dizia que ela podia chegar na segunda-feira (16) a Baixo Gandu. No entanto, equipes da CPRM estão em Resplendor (MG), onde os dejetos passavam, para avaliar a velocidade e mudar a previsão.
"A água com elevada turbidez ao chegar ao lago da barragem (mudança de um ambiente lótico para um ambiente lêntico) no munícipio de Resplendor reduziu drasticamente a velocidade do escoamento, postergando a previsão de chegada para os próximos municípios", informa o boletim do CPRM divulgado às 18h da sexta-feira.
A diminuição da velocidade do leito do rio Doce já vinha sendo identificado pelas cidades atingidas.  
Em Governador Valadares (MG), cidade que está com corte de água após a chegada dos dejestos, técnicos do Saee (Serviço Autônomo de Água e Esgoto) verificaram que a lama demora 16 horas da última barragem de água no rio Doce até a área urbana de Governador Valadares, na Usina Hidrelétrica de Baguari, que foi desativada. Normalmente, a água demora 4 horas para fazer esse percurso.
"Na semana passada, órgãos e ambientalistas, diziam que a lama estava chegando aos municípios do Espírito Santo. Pois não chegou até agora a Aimorés (MG) -- 160 quilômetros de Governador Valadares", afirmou a secretária de Comunicação de Governador Valadares, Nagel Medeiros.

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