Promotoria de Meio Ambiente em Uberlândia é reestruturada
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A Promotoria de Defesa do Meio Ambiente, Habitação e Urbanismo e Patrimônio do Ministério Público Estadual (MPE) em Uberlândia foi reestruturada após o afastamento do promotor Fábio Guedes Paula Machado, que é investigado por crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
O promotor Marcus Vinícius Ribeiro Cunha, que também faz parte do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), foi designado para assumir a pasta até o processo que investiga o Fábio Guedes ser encerrado.
"Desde janeiro já estamos respondendo pela promotoria e agora estou fazendo um pente fino nessas investigações passadas e verificando eventuais irregularidades cometidas. Já reduzimos 15 a 20% do acervo e novas investigações foram instauradas de situações novas que apareceram", explicou Marcus Vinícius.
O coordenador regional das Promotorias de Justiça de Defesa do Meio Ambiente, Carlos Varela, disse que a regional presta apoio ao trabalho do promotor Marcus e que o MPMG com medidas judiciais para reverter acordos anteriormente firmados de forma ilegal.
"Os casos que foram listados no inquérito de Fábio Guedes nós estamos reavaliando para saber se for por meios ilegais que redundaram naqueles acordos. Se ficar detectado algo ilegal nós vamos entrar com medidas judiciais para anular estes acordos. Uberlândia é a maior comarca da regional e por isso daremos todo apoio para que não aja prejuízo à população", finalizou Carlos.
Denúncia contra o promotor Fábio Guedes
O promotor de Justiça de Uberlândia, Fábio Guedes Paula Machado, foi acusado de ter recebido vantagem financeira em pelo menos 12 causas que tramitavam na Promotoria de Defesa do Meio Ambiente, Habitação e Urbanismo e Patrimônio de Uberlândia. Se julgado pelos crimes, o suspeito poderá ser condenado de 10 até 100 anos de prisão.
O promotor de Justiça de Uberlândia, Fábio Guedes Paula Machado, foi acusado de ter recebido vantagem financeira em pelo menos 12 causas que tramitavam na Promotoria de Defesa do Meio Ambiente, Habitação e Urbanismo e Patrimônio de Uberlândia. Se julgado pelos crimes, o suspeito poderá ser condenado de 10 até 100 anos de prisão.
De acordo com o procurador-geral de Justiça de Minas Gerais, Carlos André Mariani Bittencourt, o esquema de corrupção era feito em parceria com uma advogada da cidade que, para solucionar problemas que tramitavam na Promotoria, repassava ao promotor parte dos honorários recebidos.
“Tudo foi comprovado com interceptações temáticas como verificação de e-mails, movimentação financeira e sigilo fiscal. Os fatos teriam ocorrido entre 2010 e 2015, sendo o maior depósito em espécie feito na conta do promotor no ano de 2013, em torno de R$ 500 mil”, relatou.


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