Ministra do Meio Ambiente se mostra descontente com avanço da soja na Amazônia
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Izabella Teixeira afirmou que a situação de desmatamento no país está totalmente controlada
PORTAL DO AGRONEGÓCIO
Apesar de considerar pequeno, a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, mostrou descontentamento com o aumento da área plantada com soja no bioma Amazônico.- Podemos produzir alimentos e proteger a natureza. É residual o aumento do desmatamento, mas houve aumento. Houve algum fator que influenciou os resultados da moratória, e deu-se uma inversão da curva - continuou.Segundo a ministra, parte dessa prática pode ser atribuída a alguns setores locais, que acabam estimulando a derrubada de florestas para aproveitamento agrícola. De qualquer forma, ela disse que a situação de desmatamento no país está totalmente controlada.- Estive em Mato Grosso e tive chance de ver - garantiu.Izabella salientou que o uso da tecnologia está a favor do fim do desmatamento. Hoje, segundo uma crítica feita pelo Greenpeace momentos antes, é possível identificar onde se desmata, mas não quem. A ministra disse apostar num avanço com o Cadastro Ambiental Rural (CAR).- Esse cadastro é que dará a fotografia de quem desmata. Servirá para separar o joio do trigo - afirmou.O CAR é um instrumento público de regularização ambiental com informações básicas das propriedades rurais, como perímetro das fazendas e quantidade de vegetação remanescente. As informações são públicas e, segundo Izabella, será um sistema nacional, sem intermediários, de ligação direta entre o produtor e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Ela enfatizou que se trata de uma iniciativa voluntária.O melhor incentivo econômico é estar regularizado. É tirar a pessoa da irregularidade - avaliou.Mais uma vez, a ministra disse ser possível produzir sem desmatar a Amazônia.- O debate do Código Florestal retardou a mobilização dos produtores rurais em torno do CAR - disse.Izabella disse acreditar que, passado as discussões em torno do Código, a situação se tranquilizará.- Não aposto em um retrocesso em relação ao combate ao desmatamento - afirmou.Ela disse também que, sem regularização fundiária não se pode dizer que o país conseguirá resolver o problema do desmatamento da Amazônia.- No Cerrado, estamos tendo desperdício de áreas desmatadas. Também precisamos aumentar a produtividade da pecuária porque precisamos de áreas de expansão para a área agrícola - considerou.


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