Ministra prorroga moratória da soja
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Foi prorrogada até janeiro de 2013 a moratória da soja, acordo pelo qual as principais empresas comercializadoras
do grão se comprometem a não comprar soja de novas áreas desmatadas da Amazônia. O anúncio foi feito na última quinta (13), pela ministra do Meio Ambiente Izabella Teixeira.
Apesar de estar em vigor desde o ano de 2006, informações divulgadas pelo Jornal Folha de S. Paulo, revelam que a área desmatada para o cultivo da soja na Amazônia cresceu 86% este ano, em relação a 2010.
O percentual é baseado em dados de monitoramento de satélite feitos pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e Associação Brasileira de Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove).
Os estudos realizados por esses dois órgãos comprovam que a área desmatada deu um salto de 6.295 hectares em 2009/2010 para 11.698 hectares em 2010/2011. A ministra Teixeira, no entanto, afirmou que o desmatamento é “residual” e que a situação já está sob controle.
Segundo a matéria, a ministra associou o pico na devastação, a discussão na Câmara no primeiro semestre sobre a reforma no Código Florestal – que criou no setor produtivo uma expectativa de anistia a desmatadores ilegais.
Crise
A reportagem publicada pela Folha revela ainda que o aumento no desmate estaria causando uma crise interna no Grupo de Trabalho da Soja (GTS), formado pelo Ministério do Meio Ambiente, Abiove, Associação Nacional das Exportadoras de Cereais (Anec) e ONGs como o Greenpeace, WWF e The Nature Conservancy.
As ONGs pressionaram as associações empresariais para exigir dos produtores de quem compram soja, o chamado Cadastro Ambiental Rural (CAR), por meio do qual as fazendas disponibilizam uma imagem de satélite de suas áreas de floresta e tornam-se visíveis ao monitoramento.
Por outro lado, o presidente da Abiove, Carlos Lovatelli afirmou que num primeiro momento não se pode vincular o CAR à compra da soja. Lovatelli explica que para conseguir o cadastro o produtor tem de estar em ordem com uma série de atribuições burocráticas. “É uma situação que não depende só de nós”, justificou.
Camila Ribeiro – especial para o Circuito Mato Grosso com Folha de S. Paulo
Foto: Divulgação
O percentual é baseado em dados de monitoramento de satélite feitos pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e Associação Brasileira de Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove).
Os estudos realizados por esses dois órgãos comprovam que a área desmatada deu um salto de 6.295 hectares em 2009/2010 para 11.698 hectares em 2010/2011. A ministra Teixeira, no entanto, afirmou que o desmatamento é “residual” e que a situação já está sob controle.
Segundo a matéria, a ministra associou o pico na devastação, a discussão na Câmara no primeiro semestre sobre a reforma no Código Florestal – que criou no setor produtivo uma expectativa de anistia a desmatadores ilegais.
Crise
A reportagem publicada pela Folha revela ainda que o aumento no desmate estaria causando uma crise interna no Grupo de Trabalho da Soja (GTS), formado pelo Ministério do Meio Ambiente, Abiove, Associação Nacional das Exportadoras de Cereais (Anec) e ONGs como o Greenpeace, WWF e The Nature Conservancy.
As ONGs pressionaram as associações empresariais para exigir dos produtores de quem compram soja, o chamado Cadastro Ambiental Rural (CAR), por meio do qual as fazendas disponibilizam uma imagem de satélite de suas áreas de floresta e tornam-se visíveis ao monitoramento.
Por outro lado, o presidente da Abiove, Carlos Lovatelli afirmou que num primeiro momento não se pode vincular o CAR à compra da soja. Lovatelli explica que para conseguir o cadastro o produtor tem de estar em ordem com uma série de atribuições burocráticas. “É uma situação que não depende só de nós”, justificou.
Camila Ribeiro – especial para o Circuito Mato Grosso com Folha de S. Paulo
Foto: Divulgação
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