Fumaça volta a cobrir o céu de municípios do AM
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Desde o último domingo (27) que o Centro de Manaus amanhece coberto por fumaça oriunda de queimadas florestais
Apesar de o Amazonas ter registrado 529 focos de incêndio, nesse mês de dezembro, e Manaus, apenas três, no mesmo período, de acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), a nuvem de fumaça cinzenta voltou a encobrir o céu da capital. O fato foi registrado na noite do último domingo, no Centro da cidade, de acordo com moradores daquela região.
A secretaria Noêmia Araújo de Castro, 44, relatou que, volta de 19h30 de domingo, quando saiu da missa na paróquia Sagrado Coração de Jesus, situada na rua Ferreira Pena, o “fumacê” estava forte. “Quando saímos da igreja todo mundo percebeu. Não estava como das outras vezes, mas dava para vê a nuvem de fumaça que pairava sobre o Centro”, disse.
Conforme Noêmia, a nuvem de fumaça também era vista sobre o início das avenidas Constantino Nery, Boulevard Álvaro Maia e Ayrão, ambos nas proximidades da paróquia Sagrado Coração de Jesus. Assim como ela, moradores de áreas próximas ao Teatro Amazonas, no largo São Sebastião, também relataram o ocorrido. Conforme eles, o fumaceiro seguiu até a madrugada de ontem.
O problema, originário de incêndios florestais e que persistiu entre os meses de outubro e novembro, já havia sido registrado no início desse mês sobre a capital. A Defesa Civil do Amazonas informou que, com base no relatório do Inpe, a fumaça que paira sobre o Estado é oriunda de outras regiões como o Pará, onde foram registrados mais de cinco mil focos de incêndios nesse mês de dezembro.
Os efeitos das queimadas no Estado vizinho chegam mais forte em Parintins, a 369 quilômetros de Manaus. De acordo com moradores da ilha, há quase dois meses a cidade está encoberta por uma nuvem de fumaça, que se inicia normalmente por volta de meia noite e se dissipa pela manhã. “A fumaceira dá uma pausa de dois a três dias e depois volta a invadir toda a cidade”, afirmou o assessor parlamentar Gerlean Brasil, 24.
Conforme ele, além dos focos de incêndios no Pará, há ainda as queimadas rurais próximas do perímetro de Parintins, como nos rios Mamuru e Uaicurapá e no assentamento Vila Amazônia.
População temerosa
O assessor parlamentar Gerlean Brasil, que mora em Parintins, afirmou que a preocupação da população da ilha é com a saúde, tendo em vista que, eles estão sendo intoxicados diariamente. “Hoje nós podemos não sentir os efeitos, mas, mais tarde isso pode acarretar várias conseqüências”, avaliou.

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